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2009-06-28

Julgamento da Chacina da Baixada adiado - remarcado para setembro

O julgamento dos policiais militares Júlio César Amaral de Paula, Marcos Siqueira Costa e Ivonei de Souza, os últimos acusados de participação na Chacina da Baixada que restam a ser julgados, foi adiado. O julgamento seria amanhã (29/06), mas foi adiado por pedido de um dos advogados dos réus, sob alegação de que outro advogado está com problemas de saúde. O júri foi remarcado para o dia 14 de setembro.

Os familiares das vítimas da chacina estão preocupados com o adiamento, já que isso dá tempo para os advogados dos policiais manobrarem, inclusive para conseguir a libertação dos réus, como já vem acontecendo em diversos outros casos de crimes cometidos por agentes do Estado no Rio de Janeiro. Os PMs Júlio César Amaral de Paula e Marcos Siqueira Costa, acusados de homicídio, encontram-se presos, e o PM Ivonei, acusado apenas por formação de quadrilha, encontra-se em liberdade aguardando o julgamento.

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2009-06-27
Source: Apafunk - Associação dos Profissionais e Amigos do Funk

Manifestação pela liberdade cultural no Santa Marta é proibida pela PM

Roda de funk prevista para a tarde deste domingo (28/6) no Morro Santa Marta, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, foi proibida pelo comando do batalhão de Polícia Militar da área. A manifestação político-cultural foi organizada pela Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk) e pelo movimento Visão da Favela, como atividade da campanha Funk é Cultura, em defesa da liberdade de expressão cultural, pelo direito dos artistas populares ao trabalho, contra o preconceito e a criminalização do funk e da cultura popular.

Sob o lema Paz sem voz é medo, o ato previa uma apresentação teatral, graffite e apresentação de rappers e funkeiros com letras de resgate do funk de raiz, de compromisso social. A Apafunk nasceu da união de MCs e DJs para buscar, por meio das rodas, a conscientização da sociedade em relação ao fato de que nem toda letra de funk contém pornografia ou apologia ao crime.

Ao longo de um ano de luta, artistas de outras vertentes culturais populares se articularam com o movimento na promoção de debates e rodas de funk pela cidade. Em um contexto de repressão rotineira ao funk, pela primeira vez a Polícia Militar proíbe uma manifestação da campanha. No Santa Marta, alguns agentes culturais têm enfrentado dificuldades na realização de eventos artísticos, assim como em outros locais do Rio sob modelo de policiamento semelhante — como na Cidade de Deus, na Zona Oeste, e no Morro da Babilônia/ Chapéu Mangueira, na Zona Sul.

Os organizadores da manifestação vão continuar cobrando das autoridades públicas o direito à livre manifestação e à expressão cultural das comunidades.

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2009-06-26
Source: Ocupação Guerreiros do 234

Ocupação Guerreiros do 234

Nós, sem-teto, estávamos desde o final de maio na rua, devido à interdição do prédio que ocupávamos, na Rua Gomes Freire 510, pela prefeitura(movendo ação judicial), após um incêndio criminoso que atingiu apenas alguns dos andares, ocupamos outro prédio abandonado, na Rua Mem de Sá 234 (próximo à Praça da Cruz Vermelha). Foi uma questão de urgência, já que estávamos sofrendo as maiores exposições com bebês recém nascidos(!!), idosos e crianças na marquise da nossa antiga moradia e ainda estávamos sendo ameaçados de expulsão dali para terça feira (23/06).
Tivemos nosso pedido de cadastro no aluguel social negado pelo Município. Mas o Estado reconheceu a situação limite e cedeu. Agora o proprietário do imóvel, o INSS, moveu uma ação de reintegração de posse aprovada pela juíza Claudia Neiva da 14ª Vara Federal Cívil, programada para acontecer em qualquer hora do dia ou da noite(como consta na ordem judicial) com a ação da Policia Federal. Sabemos que desde 2002 o Governo Federal promete implementar um programa de transformação de prédios da União(a qual pertence o INSS) abandonados em moradia para famílias de baixa renda. Por que então pretendem botar famílias na rua sendo que próprio governo do Estado cedeu o aluguel social, reconhecendo essa questão urgente? Essa é a política de moradia aos trabalhadores: crianças, recém nascidos, idosos, mulheres e homens na rua, sem qualquer oportunidade. A tríplice aliança do governo Federal, Estadual e Municipal(apresentados pelas figuras de Lula, Sérgio Cabral e Eduardo Paes) move choques de ordem e a suposta “revitalização” do centro do Rio, que não passa de uma suja parceria de especulação imobiliária e empresas privadas disposta a expulsar toda a população pobre daqui.

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2009-06-26
Source: Movimento Sem Teto

PM e Polícia Federal tentam despejar sem-teto na Mem de Sá 234. Algumas pessoas já foram presas e policiais ameaçam autuar todos que estejam ocupando ou no apoio

Ontem à noite a Defensoria da União conseguiu uma decisão que cassava a decisão liminar pelo despejo, mas aparentemente os procuradores do INSS agiram e conseguiram a liminar de novo.

Os sem-teto, a Defensoria e outros órgãos procuraram o INSS, a SPU (Superintendência de Patrimônio da União) e outros órgãos federais para negociar, mas estes se mostraram irredutíveis ou disseram que "não poderiam fazer nada"...

Ontem, o restante dos pertences das famílias que ainda se encontravam no prédio da Rua Gomes Freire 510 foram retirados, depois de horas de tensão. Inicialmente, a prefeitura mandou dois caminhões de lixo para buscar o material, o que causou revolta e resistência dos sem-teto. O subprefeito do centro e o major da PM que estavam comandando a operação chegaram a mobilizar a Guarda Municipal com armadura e escudos, por pouco várias mulheres que comandavam a resistência não foram agredidas. Entretanto, a resistência foi correta, pois a prefeitura foi obrigada a recuar da atitude arrogante e humilhadora, mandaram embora os caminhões de lixo da Comlurb e trouxeram um caminhão baú apropriado para mudanças.

Ainda assim, a secretaria de "ordem pública" (a secretaria do choque de ordem do Rodrigo Bethlem) continuou criando dificuldades, se recusando a entregar os pertences nos espaços de outras ocupações que já havia sido negociado entre os próprios sem-teto. Somente tarde da noite de ontem a mudança foi concluída.

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2009-06-22
Source: Movimento Sem Teto

Famílias sem-teto da ocupação "Guerreiros do 510" acabam de ocupar outro prédio - Polícia ameaça entrar, necessária solidariedade urgente

As famílias sem-teto que estão desde o final de maio na rua, devido à interdição do prédio que ocupavam, na Rua Gomes Freire 510, pela prefeitura, após um incêndio que atingiu apenas alguns dos andares, acabam de ocupar outro prédio, na Rua Mem de Sá 234 (próximo à Praça da Cruz Vermelha).

Os sem-teto fazem questão de explicar que estão ocupando o outro prédio como uma medida provisória, até que uma solução definitiva sobre a sua situação seja oferecida pela prefeitura. Lembramos que a Defensoria Pública já recorreu da interdição do prédio da Gomes Freire, com base inclusive em laudo técnico que atestou que os serviços de recuperação poderiam ser feitos mesmo com as famílias continuando a ocupar os andares de baixo (até o sexto) do prédio atingido. O juiz do caso indeferiu o recurso, e até terça-feira próxima as famílias teriam que retirar o restante de seus pertences e sair da frente do prédio onde se encontram há quase um mês. Diante da situação, a Defensoria Pública entrou também com um pedido de aluguel social a favor das famílias, a ser pago pelo estado, mas este pedido ainda não foi julgado. A nova ocupação, dizem os sem-teto, também é para pressionar por uma decisão favorável da justiça a este pedido da Defensoria.

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2009-06-21
Source: Campanha Reaja (BA)

URGENTE: Massacre de Canabrava (periferia de Salvador-BA)

Como muitos de vocês devem saber, nestes últimos dias mais uma operação
policial militar do governo do estado da Bahia resultou em massacre na
periferia de Salvador. Este último caso, foi no bairro de Canabrava, dia
16 de junho: cinco jovens executados sumariamente pela polícia, sendo que
três deles da mesma família. Três filhos assassinados na frente de uma
única Mãe: Edmilson (22 anos), Manoel (23 anos) e Rogério (24 anos).

De imediato algumas organizações negras baianas escreveram algumas
primeiras reações, no calor da hora, da dor e da revolta
. Como diz um dos textos, infelizmente com muita
serenidade: “estamos convictos que o papel de nossa geração é não morrer
calada”. No entanto se quer mais: os movimentos sociais periféricos e a
juventude negra organizada reaje contra o genocídio, e prepara novas
mobilizações. Precisam ser apoiados de todas as maneiras possíveis! A
começar por ecoar suas denúncias!

Renicia-se agora e ganha força, depois do último massacre, uma ampla
campanha pela saída imediata do atual Secretário de Segurança Pública,
César Nunes, que prefere ser chamado de “Secretário de Polícia”. Ele o
mesmo que, como integrante de um governo “democrático-popular”, no início
do ano em entrevista para o jornal A Tarde (09/01/2009) declarou: “Se tem
que tombar, que tombe do lado de lá, não vai tombar do nosso lado, não!
Que tombe do lado dos bandidos, mesmo! E a polícia não se acovarda, não, a
gente está partindo para cima mesmo!”.

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2009-06-05

Policiais acusados de matar Charles Félix de Medeiros no Jacarezinho em 2008 serão julgados no próximo dia 10

Os policiais militares ANDERSON CORREA DE ARAUJO e NILSIMAR DOS SANTOS, do 3o BPM, serão julgados no dia 10/06/2009, no II Tribunal do Júri, pelo assassinato de Charles Félix de Medeiros em 09/07/2008, na favela do Jacarezinho. Também serão julgados por tentativa de homicídio do amigo que estava com Charles.

Charles e o amigo haviam acabado de assistir a um jogo de futebol num bar próximo a uma das entradas da favela do Jacarezinh. Haviam lanchado e estavam fazendo o retorno na moto (Charles como piloto e o amigo na garupa) quando três viaturas do 3o BPM apareceram em alta velocidade pela Rua Viúva Cláudio, já atirando contra os dois. Assustado, Charles subiu com a moto na calçada, no sentido da contra mão da rua, buscando fugir dos tiros, mas caiu e foi executado a tiros pelos policiais. Policiais colocaram o corpo numa das viaturas e ainda demoraram muito e sair em direção ao hospital Salgado Filho.

Como em outras ocasiões no Jacarezinho, familiares e moradores mobilizaram-se (ver relato aqui e fotos e vídeo no Centro de Mídia Independente), testemunhas prestaram depoimento imediatamente e o processo andou bem rápido, o que geralmente não acontece em casos de execução sumária por policiais.

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2009-06-01

AMAFAVV começa greve de fome em frente ao MP de Vitória em protesto contra absolvição de policiais

Revoltadas com o resultado do julgamento dos PMs Erivelton de Souza Pereira (conhecido como Diabo Loiro) e Jeferson Zambalde Torezani, acusados do assassinato de Pedro Nacort Filho em 20/06/1999 no centro de Vitória, mães e outros familiares de vítimas organizadas na AMAFAVV começaram ontem, 31/05, uma greve de fome em frente ao Ministério Público em Vitória (Enseada do Suá)

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2009-05-29

Familiares de vítimas e movimentos sociais mobilizam-se no Espírito Santo, mas o medo vence outra vez: assassinos de Pedro Nacort Filho são absolvidos em júri popular

Agora de manhã terminou o julgamento dos policiais militares Erivelton de Souza Pereira (conhecido como Diabo Loiro) e Jeferson Zambalde Torezani, acusados do assassinato de Pedro Nacort Filho em 20/06/1999 no centro de Vitória, com 22 tiros em várias partes do corpo, todos disparos à queima-roupa. O júri popular inocentou-os, para revolta e perplexidade dos familiares de vítimas e militantes do movimento social que acompanhavam a sessão.

O julgamento começou na quarta-feira, 27/05, cercado de grande expectativa na imprensa e mobilização articulada pela Associação de Mães e Familiares de Vítimas de Violência (AMAFAVV), que montou uma vigília durante todo o julgamento, em frente ao Fórum Criminal de Vitória, localizado na Cidade Alta, região histórica da capital capixaba. Com faixas, painéis e cartazes, a vigília chamou muito a atenção das pessoas que por ali passavam, admiradas de saberem que policiais estavam indo a julgamento (coisa que muito raramente acontece aqui, embora seja um dos estados do Brasil onde há mais execuções sumárias e atuação de grupos de extermínio, formado por policiais). Transeuntes e moradores da região também se declararam espantados com o imenso aparato policial presente durante todo o julgamento em torno do Fórum, algo que nunca se viu.

Pedro, na época aos 26 anos, morava com a mãe, Maria das Graças Nacort, num apartamento na Rua Sete de Setembro. Era guardador de carros, tinha disritmia e tomava remédios controlados, a mãe dedicava-lhe intensos cuidados e preocupava-se com as freqüentes abordagens de policiais ao filho. No dia do assassinato, Pedro saiu pouco depois da meia-noite para comprar cigarros e não voltou. Maria das Graças ouviu vários estouros que pensou serem fogos de artifício, e cerce de 15 minutos depois policiais a chamaram pelo interfone do prédio para reconhecer o corpo do filho, quase irreconhecível devido a tantos tiros, oito só na face.

Continua…

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2009-05-02
Source: Rede contra Violência

Familiares de vítimas protestam contra a política do extermínio de Sérgio Cabral

Familiares e amigos de vítimas da violência policial, assim como movimentos sociais e organizações de direitos humanos organizaram uma vígilia, a partir das 0hs do dia 24/4, na rua onde o mora o governador do Estado do Rio de Janeiro, no bairro do Leblon, Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.

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2009-04-27
Source: Tribunal Popular

Campanha Paraisópolis Exige Respeito denuncia mais um abuso

A cerca de um mês a população que reside na Viela Passarinho (mais de 1000 pessoas), recebeu uma ordem judicial para que deixassem suas casas. Isso pois, o pretenso proprietário do terreno (Prefeitura Municipal de São Paulo) entrou com uma ação judicial de imissão na posse para pedir uma ordem do juiz de desocupação da área. Tal ordem veio com prazo de 20 dias para seu cumprimento.

Esse procedimento fere as normas legais, na medida em que a comunidade que mora nessa região (Viela Passarinho) por já morar por tantos anos (mais de 15 anos) já adquiriu direito de ser proprietária desse lugar, através do instituto do usucapião. Sendo assim, os proprietários desse terreno são os próprios moradores, portanto só eles legítimos para ingressar com tal ação.

Ocorre que a Prefeitura Municipal de São Paulo, ignorando esse direito conquistado pelos moradores, através do tempo, quis se passar por dona do terreno. Dizemos isso pois a Prefeitura requisitou essa ordem de desocupação para o juiz sem ser dona da área, pois no cartório de registro de imóveis ela está registrada no nome de um particular. Essa área está em um local estratégico para a continuidade das obras que estão em andamento, e assim, a municipalidade tentou “dar um jeitinho” de remover os moradores sem lhes dar o que é seu de direito.
A Prefeitura é efetivamente a dona dos terrenos ao lado, pois esses passaram para o seu domínio por meio de um processo de desapropriação. No entanto, a Viela Passarinho, não foi desapropriada. Para caracterizar isso, precisaria de um decreto de utilidade pública, mais pagamento do valor de mercado dos imóveis da área, com indenização prévia, e em dinheiro. Entretanto foram os processos de desapropriação dos terrenos vizinhos, os quais nem contém moradias, que foram utilizados para solicitar ao juiz a ordem de desocupação, em uma atitude clara de má fé.

Desrespeitando o direito à moradia da comunidade tentaram retirá-los dali como se invasores fossem. Irregular e de invasor é a atitude da Secretaria Municipal de Habitação que pretendia tratar os moradores da Passarinho como se nenhum direito tivessem, sendo que eles já conquistaram a bastante tempo o direito de serem os donos do local.

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2009-04-17
Source: Gizele Martins, Renata Souza e Douglas Baptista

Moradores acompanharam enterro de jovem da Maré

Cerca de 300 pessoas acompanharam, nesta tarde, o sepultamento de Felipe Correia de Lima, de 17 anos, no Cemitério do Caju. O jovem, segundo moradores, foi executado ontem (14/4) por policiais com um tiro de fuzil na cabeça em frente sua casa na favela Baixa do Sapateiro, no Complexo da Maré. Durante o enterro, familiares e amigos da vítima gritaram por justiça e, após o sepultamento, fizeram passeata na Avenida Brasil.

Para Mayck Félix, amigo de Felipe, o que a polícia fez foi uma injustiça. “Eu conhecia ele, estudava em Bonsucesso, lá no Pedro Lessa, ele tinha acabado de pedir transferência para Escola Estadual Bahia. Lembro que domingo ele estava muito feliz, falando que tinha voltado para a namorada, que tinha arrumado um novo emprego. E aconteceu isso, foi a maior tristeza para nós, era um moleque tranqüilo, e isso que fizeram com ele, foi a maior covardia”, fala.

O presidente da Associação de Moradores da Baixa do Sapateiro Charles Gonçalves, quis deixar claro que Felipe era apenas um estudante. “Imagina a dor dessa mãe com a perda de seu filho. O menino teve sua carreira parada, era um adolescente cheio de sonhos, estudava, trabalhava, mas que teve a vida interrompida. Ele foi brutalmente executado por uma polícia despreparada. Agora é tentar fazer possível para solucionar esses problemas, temos que ver meios para que isso chegue até o governador, vê se dá um basta para não haver mais inocentes mortos como Felipe”, diz Charles.

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2009-04-15
Source: Gizele Martins

Mais uma vítima da injusta segurança pública do Rio de Janeiro - Felipe, morador da Maré, morre com tiro na cabeça dado pela Polícia Civil

Por volta das 11h de hoje, Felipe dos Santos Correia de Lima, de 17 anos, morador da Baixa do Sapateiro, Complexo da Maré, foi executado com um tiro na cabeça dado pela Polícia Civil, na Rua 17 de Fevereiro, rua em que morava. Segundo testemunhas, eram cinco policiais que chegaram na mais famosa blazer branca, carro já temido por todos da área. Este carro percorre já há algum tempo, as ruas da favela.

Gilmara Francisco dos Santos, mãe de Felipe, ainda muito abalada pelo ocorrido, em lágrimas, conta como levaram seu filho para o hospital. “Isso é uma injustiça. Ele tinha acabado de acordar e saiu para a rua. Os policiais chegaram e atiraram nele. Na hora, não deixaram os moradores socorrer o menino, todo mundo queria socorrer, e eles não deixaram. Colocaram dentro do carro e foram embora, a tia dele conseguiu ir no carro. Quando ele chegou no Hospital Geral de Bonsucesso, ainda estava vivo, mas a polícia não deixou os médicos atendê-lo, ele ficou lá gemendo e não deixaram ele ser atendido”.

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2009-04-01

José Luis, familiar de vítima do Estado e militante da Rede, tem a casa invadida durante operação do 9o BPM em Acari

José Luis, pai de Maicon da Silva, morto em 15/04/1996 durante incursão policial na favela de Acari, verificou hoje (01/04), por volta das 7h, que sua residência havia sido invadida. José estivera ali pela última vez na segunda-feira (30/03), à noite, e dormiu naquele dia e no dia seguinte (31/03) na casa de seu filho.

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2009-03-30
Source: Veronica (DPQ)

URGENTE - DESPEJO AMANHÃ NA RODRIGUES ALVES, 143

A ocupação urbana conhecida como Casarão Azul, localizada na av. Rodrigues Alves, nº 143, no Cais do Porto do Rio de Janeiro, vai sofrer uma reintegração de posse amanhã (31/03), às 8 da manhã.
São 70 famílias, com 130 crianças, que ficarão sem moradia. Na Ação Civil Pública movida pela Defensoria, a juíza determinou o pagamento do aluguel social a todos os moradores até que eles fossem inseridos, pelo Estado e pelo Município, em um programa habitacional. Esta decisão foi no dia 15/01/09 e determinava que eles fossem incluídos no programa do aluguel social imediatamente, dando o prazo máximo de 48 horas. O Estado não se moveu até agora, mesmo diante de vários contatos e cobranças da defensoria. O Município apareceu hoje na ocupação, mais de 3 meses após a decisão!, cadastrando apenas metade das famílias, dando a entender que eles se responsabilizariam apenas por esta metade, enquanto o Estado se responsabilizaria pela outra (apesar disto não estar explícito na decisão judicial).

Vale lembrar que uma vez dispersadas as famílias, fica muito mais difícil do Estado realizar o cadastro do aluguel social, este despejo, portanto, além de tudo é um modo de descumprir a determinação da juíza.

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2009-03-29

3a Oficina de comunicação da Rede

No dia 29 de março de 2009 aconteceu no morro morro do timbau no complexo da Maré a terceira oficina interna de comunicação da Rede de Comunidade contra a Violência.A oficina foi realizada no Centro de Estudos e Ações Solidária da Maré - Ceasm.

O objetivo da oficina é capacitar os militantes da Rede a usarem a tecnologia para fazerem denúncias, escreverem artigos, divultar ativadedes. "Com o uso do computador aonde as pessoas estiverem terão capacidade de lançar no site da Rede aquilo que elas precisarem.Desta forma aumenta a capacidade dos militantes de realizarem seus trabalhos, assim como, também, potencializa o site da Rede". Afirma Maurício Campos.

2009-03-26

Matéria sobre denúncia da Rede será exibida hoje (26/03) na TV Bandeirantes

Uma reportagem sobre a denúncia divulgada pela Rede no relatório O judiciário trabalhando contra a justiça – decisões libertam militares e policiais acusados de crimes e violações de direitos, será exibida hoje (26/03) na TV Bandeirantes, nos seguintes horários:

Jornal do Rio: 18h50
Jornal da Band: 19h20

Entre outras coisas, a reportagem traz entrevistas com familiares de vítimas e militantes que sentem ameaçados pela libertação de policiais e militares, conforme relata nosso documento.

2009-03-26
Source: Maurício Campos

5 dias após o assassinato do companheiro Oséias de Carvalho, justiça de Nova Iguaçu rejeita ação de reintegração de posse da Ocupação 17 de Maio

Ontem, 24/03, o juiz da 7a Vara Cível de Nova Iguaçu, JOÃO BATISTA DAMASCENO, proferiu sua decisão, indeferindo a ação de reintegração de posse, movida desde 2003, contra as famílias que moram na Ocupação 17 de Maio, pela IMOBILIARIA BRASIL CENTRAL LTDA, que se apresenta como dona do terreno. Ainda cabe recurso à imobiliária grileira, mas a decisão é definitiva em 1a instância, e bastante fundamentada em provas e testemunhas (ver íntegra da decisão ao final).

A decisão judicial reduz um pouco a tristeza e o desamparo da comunidade, ainda abalada e assustada pelo assassinato, no último dia 19, do companheiro Oséias José de Carvalho, presidente da Associação de Moradores de Campo Belo, e que desde o início esteve junto com os sem-teto, apoiando a luta da 17 de Maio e auxiliando com sua experiência (participou da luta dos sem-terra em Campo Alegre, e da organização da ocupação que forçou o governo estadual a construir o conjunto Campo Belo, onde morava como assentado). Na mesma madrugada em que Oséias foi assassinado, também foi executado em casa (possivelmente pelas mesmas pessoas) o Sr. Jadir, morador mais antigo de área próxima à ocupação (conhecida como Linha Velha), e que foi uma das testemunhas que atestou o abandono do terreno ocupado antes da entrada das famílias em 17/05/2003. Portanto, os sem-teto têm toda a razão de temer que as mortes estejam ligadas à disputa pela terra.

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2009-03-17

Incêndio na Ocupação da Rodrigues Alves - Prefeitura aproveita para interditar prédio e impedir retorno das famílias

A ocupação da Rua Rodrigues Alves, 143 - que foi alvo de uma tentativa de despejo em dezembro e janeiro - sofreu um incêndio hoje; as famílias tiveram que sair do prédio e logo apareceram funcionários da prefeitura com uma ordem de interdição do imóvel. A polícia foi chamada para impedir as famílias de retornarem ao prédio. A prefeitura oferece como "alternativa" levar os sem-teto para um abrigo municipal.

Há menos de um mês um incêndio semelhante aconteceu num prédio ocupado da Rua do Livramento, e a prefeitura mais uma vez quis forçar as 16 famílias desabrigadas a irem para um abrigo. A maior parte das famílias optou por abrigarem-se em outra ocupação, a Machado de Assis (Gamboa), onde estão até agora. Foi o movimento social, portanto, e não o poder público, que providenciou uma solução, ainda que temporária, para as pessoas atingidas pela tragédia. A prefeitura de Eduardo Paes "Choque de Ordem", amigo de Lula e Cabral, só mostra o caminho de sempre: os abrigos municipais humilhantes, onde as pessoas só podem passar a noite, e assim mesmo submetendo-se a horários e situações vexatórias.

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2009-02-25

Falecimento de Euristéia de Azevedo. Enterro será amanhã (26/02) às 12h no cemitério do Caju

Lamentamos informar que recebemos a notícia do falecimento de Euristéia de Azevedo, mãe de WILLIAN KELLER AZEVEDO MARINHEIRO, um dos jovens assassinados por agentes do Estado (PMs, policiais civis, mais um soldado da Marinha e um agente penitenciário) em 10/10/1998, no caso conhecido como Chacina do Maracanã.

Euristéia, junto com outras mães do mesmo caso, e de vários outros casos, esteve sempre ativa na luta por justiça e pela responsabilização do Estado por crimes e violações de direitos. Entretanto, em relação ao homicídio do próprio filho, não viveu o bastante para assistir nem ao primeiro julgamento dos acusados. O processo arrasta-se há mais de 10 anos na 2a Vara Crminal do Rio.

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