Aloísio da Costa - Mineira
Uma operação do 1º Batalhão da Polícia Militar, ocorrida no dia 17/03, no morro da Mineira, deixaria o saldo perverso de duas mortes. Uma delas foi a do senhor Aloísio da Costa. Segundo relato de sua esposa (Penha) tudo teria começado pela parte da manhã, no momento em que crianças costumam ir para a escola e o restante dos moradores para o trabalho.
Ela informou que foi acordada com o barulho de tiros. Ficou preocupada tanto com o marido, que costumava sair por volta das 7 horas da manhã para trabalhar e com as filhas, que também saem neste horário para irem à escola.
Por precaução, pediria às filhas para que elas não fossem à escola naquele dia. Logo após, voltaria a dormir. Em seguida, ouviria mais tiros. Nesse momento, uma vizinha a chamaria e lhe informaria que havia dois mortos e que um deles seria seu marido.
Procurando confirmar a informação da vizinha, as duas foram até a Praça Sua, localizada na própria comunidade, e lá se deparariam com uma grande quantidade de policiais que, segundo ela, seriam mais de vinte.
Entretanto, antes que ela pudesse reconhecer os corpos, estes já haviam sido retirados pelos PMs. Buscando mais detalhes sobre o caso, sua vizinha perguntaria aos PMs sobre os detalhes do ocorrido e estes lhes informariam que os dois homens mortos eram bandidos e que tudo estava sob controle.
Após tudo isso, o grupo de PMs foi embora. Contudo, em seguida, alguns retornariam informando aos que ainda permaneciam na praça para retornarem às suas casas, pois outros policiais iriam novamente à localidade.
Posteriormente, a esposa do senhor Aloísio voltaria a dormir, sendo acordada por sua vizinha com a confirmação da morte de seu marido. Outras testemunhas que estavam no local no momento da ação policial, confirmaram que era realmente o senhor Aloísio que havia sido morto.
Dona Penha, ainda abalada com a morte injusta de seu marido, comunicou os familiares deste sobre o ocorrido e entrou em contato (através de amigos e da Associação de Moradores local) com o Instituto de Defensores de Direitos Humanos para dar encaminhamento a denúncia.
Maiores informações: 8885-6042 (Instituto dos Defensores de Direitos Humanos)
