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2008-06-14

David Wilson Florêncio da Silva, Wellington Gonzaga da Costa Ferreira e Marcos Paulo Rodrigues Campos - Providência

No dia 14 de junho de 2008, três jovens, David Wilson Florêncio da Silva, 24 anos; Wellington Gonzaga da Costa Ferreira, 19 anos; e Marcos Paulo Rodrigues Campos, 17 anos, moradores da favela da Providência (Centro) foram assassinados, após terem sido presos e entregues por 11 militares do Exército a traficantes do morro da Mineira (Centro). O Exército atuava na favela no projeto Cimento Social (reforma de fachadas de casas), do senador e então candidato a prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB – Partido Republicano Brasileiro). O fato gerou grande comoção pública e protestos seguidos da comunidade. O delegado Ricardo Dominguez Pereira (4º DP) após ouvir os familiares das vítimas, testemunhas e uma senhora de idade que relatou o fato e posteriormente os próprios militares, percebeu que estava diante de um caso extremamente grave e pediu a prisão temporária dos envolvidos: o tenente Vinicius Ghidetti de Moraes Andrade, que comandava Leandro Maia Bueno, José Ricardo Rodrigues de Araújo, Bruno Eduardo de Fatima, Renato de Oliveira Alves, Júlio de Oliveira Ré, Rafael Cunha da Costa Sá, Sidney de Oliveira Barros, Fabiano Eloi dos Santos, Samuel de Souza Oliveira e Eduardo Pereira de Oliveira.

O ministério público acusou os militares por triplo homicídio qualificado e o caso foi encaminhado para o juiz federal Marcelo Ferreira de Souza Granado, da 7º Vara criminal Federal, que prorrogou a prisão temporária no dia 03 de julho de 2008, para 8 dos acusados, mas revogou a prisão preventiva de três: o sargento Bruno Eduardo de Fátima, o cabo Samuel de Souza Oliveira e o soldado Eduardo Pereira de Oliveira. O juiz entendeu, depois dos seus depoimentos, “não existirem indícios fortes da participação consciente desses militares na entrega dos jovens aos traficantes”. As informações foram confirmadas pela Justiça Federal no dia 09 de julho de 2008.

No dia 21/11/2008 o juiz substituto Erik Navarro Wolkart, da 7ª Vara Federal Criminal decidiu pela libertação de mais 5 militares acusados, de modo que, dos 11 inicialmente indiciados, somente três permanecem presos (entre eles o tenente Vinicius Ghidetti).

Entre as alegações para que o grupo permaneça solto durante a fase de tramitação dos autos estão o fato de que já houve conclusão da instrução criminal do processo e que não haveria mais ameaça, por parte dos militares, às testemunhas do caso. Não é essa a opinião das mães e das testemunhas, que se sentem ameaçadas e pensam inclusive em se mudar da comunidade.

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