Geraldo de Azevedo,Bruno Paulino,Rafael Paulino e Renan Medina - Via Show
Na noite do dia 5 de Dezembro de 2003 os rapazes Geraldo Sant’ Anna de Azevedo Junior (21 anos) ,Bruno Muniz Paulino (20 anos),Rafael Paulino(18 anos) e Renan Medina Paulino (13 anos) forma juntos a um show na casa noturna “Via Show”, localizada na baixada fluminense.Já na madrugada do dia 6 de Dezembro eles foram vistos pela última vez pelo amigo Wallace Lima, que também estava na casa noturna.Este afirmou tê-los visto por volta das 4:40 no estacionamento do local.Os corpos dos rapazes foram encontrados no dia 9 de Dezembro, com marcas de tortura e tiros de fuzil na cabeça.As investigações revelam que os rapazes foram agredidos por policias militares que faziam bico como segurança do local, enquanto ainda estavam no estacionamento do local.Em seguida as vítimas foram conduzidas em três veículos sob ameaças com armas de fogo, para uma fazenda abandonadas conhecidas com “Morambi” ,no município de Duque de Caxias,onde foram brutalmente executados.
Em julho de 2004 a promotora Márcia Guimarães representante do Ministério Público ofereceu a denúncia ao Juiz da 4º vara criminal de Duque de Caxias,Paulo César de Carvalho, que acatou o pedido.Foram denunciados os policias: o capitão
Ronald Alves, os soldados Gilberto de Paiva,Luiz Carlos de Almeida,Vagner Luís Victorino, Henrique Vitor de Oliveira Vieira,Fábio Vasconcelos, Paulo
César da Conceição e Eduardo Neves dos Santos.A instrução criminal,fase na qual são ouvidos as testemunhas e acusados, revestiu-se de inúmeras fases havendo até destruição de provas circunstancias.No dia 9 de Junho de 2005 o juiz decretou a prisão de quatro policiais envolvidos na chacina da “Via Show”: Paulo César da Conceição e Eduardo Neves dos Santos, Henrique Vitor de Oliveira Vieira e Fábio Vasconcelos, que na época eram lotados 15º BMP (Caxias) e no 21 BMP (Vilar dos Teles).No dia 21 de Junho de 2006 o primeiro envolvido nas execuções, o soldado Henrique Vitor de Oliveira Vieira foi julgado pelo tribunal de Duque de Caxias.O júri em decisão unânime decidiu
pela condenação de Henrique Vitor a 25 anos e 7 meses de prisão.Os familiares ainda aguardam pelo julgamento dos demais denunciados, que até o momento foi adiado 8 vezes.
