ATO EM LEMBRANÇA DOS 2 ANOS DO ASSASSINATO DE ANDREU LUIS
No dia 1º de Janeiro de 2010, Deize Silva de Carvalho passará, pela segunda vez, um réveillon diferente dos demais. Seu, filho, Andreu Luis da Silva de Carvalho, foi barbaramente assassinado nas dependências do CTR (Centro de Triagem) por seis agentes do Degase (Departamento Geral de Ações Sócio-Educativas), uma instituição destinada a “ressocializar jovens” sob custódia do Estado, no dia 1º de Janeiro de 2008.
Andreu tinha sido detido no dia anterior acusado de participar de um roubo a um coronel norte-americano, na orla de Ipanema. No dia 1º, após ter reagido a uma agressão dos agentes, Andreu sofreu uma cruel sessão de torturas com mesas, cadeiras, cabos de vassoura, saco plástico sobre seu rosto e outros instrumentos, o que acabou gerando sua morte.
O Estatuto da Criança e do Adolescente garante aos jovens serem protegidos fisicamente pelo Estado, garantido também a punição para os que descumprirem seus artigos. Entretanto, passados dois anos do ocorrido, o fato ainda se encontra em fase de inquérito e seus responsáveis continuam trabalhando no Degase.
Este caso é mais uma prova da política de extermínio e criminalização da pobreza. Por isso, no dia 16 de janeiro de 2010 iremos às ruas manifestar nosso repúdio a esta política que criminaliza nossos jovens e negros. Para exigir justiça e recordar a memória de Andreu e tantos outros: é hora de lembrar também a morte de Cristiano, outro adolescente em cumprimento de medida sócio-educativa que também foi assassinado no Degase; é hora de lembrar Matheus, Hanry, Renan, João Roberto e tantos outros que foram vitimados por essa política excludente.
Portanto, convidamos a todos a se reunir conosco, no dia 16 de Janeiro às 10 horas na Cinelândia. De lá nos transportaremos até o CTR onde haverá uma panfletagem aos familiares que visitam seus filhos, em lembrança de Andreu Luis e contra a política de criminalização da pobreza.
CEBRASPO, CDDH DE PETRÓPOLIS, DDH, COMISSÃO DE DIREITOS
HUMANOS/CRP-RJ, JUSTIÇA GLOBAL, MOVIMENTO DIREITO PRA
QUEM?, PROJETO LEGAL, REDE CONTRA A VIOLÊNCIA e GRUPO
TORTURA NUNCA MAIS

