Atividades  


2010-12-31

Calendário

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2010-03-04
Source: Diversos movimentos e organizações de mulheres

100 ANOS: MULHERES EM LUTA- AUTONOMIA, LIBERDADE E DIREITOS

Segue a convocatória das atividades e da marcha do Dia Internacional da Mulher, dia 08/03. A Rede terá uma tenda na Cinelândia a partir das 10h, e na Marcha haverá uma ala de vítimas da violência na qual participará a Rede e familiares de vítimas.

Estaremos neste ano dando destaque aos 20 anos de luta das Mães de Acari, pioneiras do movimento das vítimas da violência do Estado “pós-ditadura” no Rio e no Brasil.

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2010-02-26
Source: Diversos movimentos e organizações

Fórum Social Urbano - Nos bairros e no mundo, em luta pelo direito à cidade, pela democracia e justiça urbanas

Rio de Janeiro, Brasil – 22 a 26 março de 2010

APRESENTAÇÃO

Em março de 2010, a cidade do Rio de Janeiro irá receber o V Fórum Urbano Mundial. Organizado a cada dois anos pela Agência Habitat da Organização das Nações Unidas (ONU), a expectativa é que este ano o encontro reúna cerca de 50 mil pessoas de todo o mundo.

As edições anteriores do FUM foram dominadas pelas delegações oficiais, enquadradas pela retórica e agenda das organizações multilaterais – Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Aliança de Cidades, entre outras. Palavras, palavras, palavras… mas também um reiterado esforço de impor às cidades de todo mundo, em particular dos países periféricos, o modelo da cidade-empresa competitiva, dos grandes projetos de impacto, que aprofundam as desigualdades e os processos de aburguesamento. A retórica do alívio da pobreza não consegue esconder os fracassos de uma política que submete nossas cidades à lógica do mercado, tanto mais que se desconhecem, ou se silenciam, os mecanismos e processos que produzem e reproduzem cidades desiguais, social e ambientalmente injustas.

Em suas várias edições o FUM também tem sido incapaz de abrir espaço àqueles e àquelas que, em todas as cidades do mundo, resistem à lógica implacável da cidade-empresa e da cidade-mercadoria, que lutam por construir alternativas aos modelos adotados em vários governos, e difundidos pela “ajuda” internacional nem sempre desinteressada e por consultores, assim como por conferências e congressos mundiais onde a miséria urbana de milhões se transforma em frias estatísticas e promessas nunca cumpridas.

Por estas razões, os movimentos sociais e organizações do Rio de Janeiro vimos convidar todos os movimentos sociais e organizações da sociedade civil do mundo a construírem conosco um espaço de ampla e livre manifestação e debate no Fórum Social Urbano. Será um espaço e um tempo para nos conhecermos e reconhecermos, para trocarmos experiências e construirmos coletivamente a perspectiva de uma outra cidade: democrática, igualitária, comprometida com a justiça social e ambiental.

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2010-02-23

20 Anos do Caso Acari: Não ao Esquecimento, Sim à Justiça!

Familiares de vítimas da violência do Estado, a Rede contra Violência, a Justiça Global e outras organizações e movimentos reuniram-se e traçaram um calendário preliminar de atividades em todo o 1o semestre de 2010, que culminará com uma grande manifestação pública no dia 26/07, quando completará 20 anos o desaparecimento forçado dos onze de Acari. A idéia é dar destaque ao caso e à lembrança em várias atividades previstas em comunidades lembrando outros casos de violência estatal no Rio, e em datas importantes de mobilização do movimento social como um todo, como o Dia Internacional da Mulher, o Dia das Mães, o 1o de Maio, a Marcha em Defesa da Infância e da Juventude em 23/07, etc. Também desenvolveremos iniciativas para pressionar por uma manifestação oficial da CIDH/OEA sobre o caso.

Ao mesmo tempo, vítimas e familiares de vítimas de vários estados (RJ, SP, BA, MG, ES) já concordaram em fazer coincidir com a lembrança dos 20 anos do caso Acari a realização do 1º Encontro Nacional de Vítimas e Familiares de Vítimas da Violência do Estado, a ser realizado nos dias 24 e 25/07 no Rio.

Estamos convidando os movimentos sociais, organizações defensoras dos Direitos Humanos, sindicatos, lutadoras e lutadores do povo, a participarem da organização e realização deste calendário de atividades. A próxima reunião geral será no dia 03/03 (quarta-feira) às 17 horas na sede da Rede contra a Violência (Rua Senador Dantas, 20, sala 1407 – Centro).

Segue documento sobre o caso e seu significado:

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2010-02-07
Source: Movimento Olimpíadas Não Justificam Remoção

REMOÇÃO NÃO! ATO PÚBLICO CONTRA REMOÇÃO

10∕02∕2010 – QUARTA-FEIRA – 10H

Em frente à Prefeitura na Cidade Nova

VENHA SE JUNTAR A NÓS:

A nossa luta é pelo direito à Cidade, pelo respeito a nossa pessoa, à nossa moradia, ao nosso trabalho.

Pela inclusão nos benefícios da cidade, transporte público de qualidade, saneamento básico, regularização fundiária e controle social dos projetos esportivos.

SOMOS CONTRA:

Remoção forçada, gastos públicos com grandes eventos, reforma urbana que somente favorece os ricos, limpeza social e choque de ordem.

As 119 Comunidades ameaçadas de remoção e as ocupações ameaçadas de despejo denunciam a política de exclusão social do Prefeito Eduardo Paes.

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2010-02-04
Source: Bloco Se Benze Que Dá

Desfiles Bloco Se Benze que Dá! (Maré) - "Sábado antes (06) e depois do carnaval (20) o Bloco sai"

O Se Benze que Dá, além de ser um bloco carnavalesco de embalo, é um instrumento de luta Política, Cultural e Educacional, constituído por moradores e amigos do bairro Maré, maior complexo de favelas da cidade do Rio de Janeiro.

o Bloco que fez o seu primeiro desfile no carnaval do ano de 2005, tem se firmado ao longo dos últimos anos como um importante movimento de resistência cultural e de contestação acerca da criminalização da pobreza e dos movimentos sociais.

Venha resgatar o carnaval de rua conosco! Traga o seu instrumento, sua panela, faça barulho, cante, grite!

Pelo direito de ir e vir! Diversão sem alienação!
VEM PRA RUA, MORADOR!!!

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2010-02-04
Source: Ocupação Zumbi dos Palmares

Bloco da Ocupação Zumbi dos Palmares e Bloco Escorrega Mas Não Cai (Zona Portuária) ensaiam na sexta 05/02

O ensaio vai ser a partir das 18h no Largo São Francisco da Prainha com Sacadura Cabral (Praça Mauá).

O Escorrega vai desfilar no dia 12/02 e a Zumbi vai junto. O bloco da Zumbi vai marcar amanhã seu dia de desfile, que esse ano vai contar com a participação do Escorrega.

O Largo da Prainha fica próximo à Pedra do Sal e é uma referência no samba e na memória afro-descendente no Rio de Janeiro.

A Ocupação Zumbi dos Palmares reúne hoje cerca de 130 famílias, que ocupam o prédio da Avenida Venezuela, 53, desde abril de 2005. É a maior ocupação em prédios atualmente no Rio de Janeiro.

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2010-01-29
Source: Elaine Freitas

Ato contra a Remoção das comunidades de Jacarepaguá, ameaçadas pelos planos da Prefeitura do Rio para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016

No dia 24 de janeiro, cerca de 300 moradores das comunidades de Jacarepaguá ameaçados de remoção pela prefeitura em razão das obras preparatórias dos jogos olímpicos se reuniram na quadra nos fundos da Associação de moradores de Vila Autódromo.
A voz embargada de Roberto pela indignação diante da arbitrariedade dos governantes ao votarem o roubo da história e a demolição da memória e das relações construídas no dia-a-dia afirmava a presença da comunidade do Alto da Boa Vista na resistência contra a remoção. A vida de Cléia, com seus mais de 30 anos de luta pelo direito à cidade, dando coragem e perseverança a quem chegou depois, apontava as pegadas da comunidade do Canal do Anil na construção de uma sociedade melhor, mais fraterna e menos desigual. A clareza da análise dos processos de cooptação que tentam minar a força das organizações populares na conversa com Altair, em casa de Zélia, que nos recebeu em seu quintal com um maravilhoso almoço coletivo, agitavam os estandartes de Vila Autódromo e Arroio Pavuna na grande festa que se prepara no processo de criação do poder popular.

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2009-12-13

ATO EM LEMBRANÇA DOS 2 ANOS DO ASSASSINATO DE ANDREU LUIS

No dia 1º de Janeiro de 2010, Deize Silva de Carvalho passará, pela segunda vez, um réveillon diferente dos demais. Seu, filho, Andreu Luis da Silva de Carvalho, foi barbaramente assassinado nas dependências do CTR (Centro de Triagem) por seis agentes do Degase (Departamento Geral de Ações Sócio-Educativas), uma instituição destinada a “ressocializar jovens” sob custódia do Estado, no dia 1º de Janeiro de 2008.

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2009-12-12

Lançamento em São Paulo do livro "Auto de Resistência - Relatos de familiares e vítimas da violência armada" e Exibição do filme "Luto como Mãe"

Rede de Comunidades e Movimentos Contra Violência (RJ) e Mães de Maio (SP) convidam:

LUTO COMO MULHER, LUTO COMO MÃE

Quinta-feira, dia 17/12, às 18:00hs no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (Rua Rego Freitas,530 – Sobreloja – Campos Elíseos. Telefone para contato: 11-3217-6299)

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2009-12-08

"Entre Muros e Favelas" será exibido na TV Alerj, dia 18/12 às 22h

18/12 , 22h – Exibição do documentário Entre Muros e Favelas na TV Alerj (canal 12 da TV a cabo), seguida de debate com a participação de Isabel Cristina Ferreira (Rede contra a Violência), Marcelo Freixo (Comissão de Direitos Humanos da Alerj) e Paulo Baía (cientista social, ex-secretário de Direitos Humanos do governo Rosinha Garotinho).

Sobre o documentário:

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2009-12-04

No Dia Internacional dos Direitos Humanos, Lutamos por Justiça, Reparação e Liberdade!

Nós, familiares de vítimas da violência do Estado Brasileiro, jovens negras e negros, moradores de favelas e periferias, militantes e cidadãos que lutam e são solidários, levantamos nossa voz no dia 10 de Dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Mais uma vez denunciamos o genocídio, as execuções sumárias, as torturas, o encarceramento em massa, a brutalidade dos policiais e agentes carcerários (agentes do Estado) . O Brasil, apresentado como um paraíso tropical onde serão realizadas a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, parece mais um gigantesco campo de concentração e extermínio.

Denunciamos os interesses econômicos e o racismo das elites, a corrupção política e policial que estão por trás de tanta morte e violência.

Manifestamos nossa solidariedade aos movimentos sociais que lutam pelos direitos do povo e são por isso criminalizados e perseguidos, como os sem-terra, sem-teto, povos originários, quilombolas, comunidades ameaçadas de despejo, sindicalistas.

O Judiciário não pode contribuir para o extermínio da população negra e pobre!

O sistema judiciário brasileiro (juízes, desembargadores, promotores, etc) tem ampla parcela de responsabilidade nessa situação.

Crimes supostamente cometidos por negros e pobres são investigados e julgados muito rapidamente, sentenças são proferidas tendo às vezes como “prova” apenas o depoimento de policiais. As horrendas cadeias brasileiras estão superlotadas de pobres e negros, muitos com pena vencida ou direitos não atendidos. Indenizações e reparações para vítimas de violações de direitos também são negadas ou demoram anos para serem concedidas.

Por outro lado, crimes cometidos por agentes do Estado, políticos e empresários levam anos para serem investigados e julgados, quando o são. Criminosos dessa classe são irresponsavelmente libertados para recorrerem em liberdade mesmo quando fazem parte de quadrilhas poderosas.

Uma parte da sociedade, muitas vezes representada nos júris populares, também contribui com essa situação. Com seu preconceito e manipulada por um sistema de desinformação, ajudam a condenar os oprimidos e a absolver os poderosos.

Estamos de pé e resistindo!

Mas a resistência negra, indígena e popular tem crescido em todo o país. As vítimas começam a ser mais do que vítimas quando se unem e lutam. Somos seres humanos em busca de justiça e dignidade!

PELO QUE LUTAMOS:

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2009-12-04
Source: Ass Moradores e outras organizações de Acari

Acari manifesta-se pela Redução da Violência e pelos Direitos Humanos no sábado (05/12), com a presença da Anistia Internacional

Vimos nesta convidar sua entidade/Grupo/Movimento Social para o Encontro Pela Redução da Violencia e pela Paz em nossa Comunidade, que acontecerá no próximo dia 05 de Dezembro de 2009, ás 10 da Manhã, na Quadra de Areia, Rua da União, 04, Parque Acari.

Contaremos com a presença do Sr. Tim Cahill, da Coord. da Agencia da Anistia Internacional da Inglaterra, Responsável pelas questões de Direitos Humanos em toda America Latina, inclusive o Brasil, da Comissão de Direitos Humanos da OAB ,da Comissão de Direitos Humanos da ALERJ,e de varias ongs, grupos sociais e Movimentos Sociais militantes direitos humanos e contra ao violência.

Nosso Encontro será um encontro pacifico, não contra a ação policial, contra os abusos, a violência e o desrespeito a vida humana por parte dos agentes policiais durante a mesma, que vem pondo em risco de morte ou graves danos a integridade fisica e mental de nossos moradores, crianças, senhoras, idosos, trabalhadores, fiéis que circulam por nossas ruas para escola, bancos, trabalho, igrejas, ou, simplesmente tentam exercer o sagrado direito de ir e vir e estar onde e quando quiser garantido a todo cidadão e cidadã, pela Constiutição Brasileira.

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2009-11-24

Amanhã 25/11 - Reunião com a comunidade de Acari para denúncia e mobilização contra as violações de direitos cometidas nas últimas operações policiais e perseguição a militantes da favela

A favela de Acari passa há mais de um mês por graves perturbações e sofrimentos devido a “operações” violentas das polícias civil e militar. Há diversas denúncias de execuções sumárias, agressões, violações de domicílio, ação irresponsável de policiais colocando em risco moradora(e)s e crianças em particular.

Ao mesmo tempo, a polícia parece estar aproveitando a onda de “operações” para realizar intimidações e ameaças a militantes que lutam pelo respeito aos direitos humanos na comunidade. Ontem, José Luís Faria da Silva, morador de Acari e também militante da Rede, teve mais uma vez a casa arrombada e invadida por policiais. Aparentemente isso aconteceu enquanto José tinha saído da comunidade para participar da manifestação no Morro do Gambá, no Lins, em memória dos sete anos do assassinato de Hanry Silva Gomes de Siqueira por policiais militares.

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2009-11-18
Source: Associação de Moradores do Morro do Estado e Sindsprev

Dia 20/11: IV Encontro de Negras e Negros do Morro do Estado

Um ato público, a partir das 11 horas, com a presença de lideranças de várias favelas do Rio e de Niterói, vai abrir o IV Encontro de Negras e Negros do Morro do Estado, no dia 20 deste mês, Dia Nacional da Consciência Negra, Dia de Zumbi dos Palmares. Além da manifestação e dos debates, haverá apresentação da bateria do “Bafo do Tigre” e a tradicional feijoada. Organizam o evento o Sindsprev Comunitário, a Amme (Associação de Moradores do Morro do Estado) e o Diretório Acadêmico dos Estudantes (DCE) da UFF.

Este ano, o IV Encontro terá um gosto especial. Um gosto de Justiça. A Justiça que, há quatro anos e meio, os moradores do Morro do Estado buscavam, junto com o Sindsprev/RJ, na luta pela condenação dos policiais militares que, dezembro de 2005, assassinaram cinco jovens daquela comunidade, todos negros. No dia 25 de setembro, no Fórum de Niterói, a política de segurança do Estado brasileiro sofreu uma condenação histórica. “Lutamos contra a política de segurança que discrimina e segrega os moradores de favelas e periferias, principalmente negros e pobres. As favelas de hoje são as senzalas do passado, que infelizmente são reproduzidas na atualidade”, avaliou o servidor da saúde e coordenador do Sindsprev Comunitário no Morro do Estado, Sebastião José de Souza, o Tão.

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2009-11-03

Caminhada em memória de Hanry Silva, assassinado em 2002 por policiais militares no Lins e Vasconcelos

No dia 21 de novembro de 2002, Márcia de Oliveira Jacintho falou pela última vez com seu filho, Hanry Silva Gomes de Siqueira. Hanry tinha 16 anos, cursava o 1o ano do ensino médio sem nunca ter repetido uma série e morava com sua família no Morro do Gambá – Lins de Vasconcelos, Zona Norte do Rio.

Apesar da dor e do desespero de perder um filho assassinado pelos agentes que deveriam proteger a população, Márcia Jacintho começou a luta para descobrir a autoria do crime e conseguiu através de suas buscas numa grande investigação, levar em frente o inquérito policial sobre o caso. Os policiais foram pronunciados pelo Ministério Público, em grande parte graças aos esforços individuais desta mãe, que se transformou em militante, investigadora e advogada prática a partir do brutal assassinato do filho. Apesar do medo gerado por ameaças constantes feitas por policiais a moradores de favelas e comunidades de periferia, diferentes testemunhas do crime depuseram oficialmente, disponibilizando assim informações fundamentais para que dois dos policiais envolvidos fossem indiciados e condenados.

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2009-10-31
Source: Associação de Moradores da Vila Autódromo

Comunidade Vila Autódromo luta contra remoção

Assembleia será realizada na comunidade Vila Autódromo, em Jacarepaguá, contra ameaças de remoção, principalmente após o anúncio do Rio de Janeiro como cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016. O ato será realizado no dia 04/11, às 19hs, na própria comunidade.

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2009-10-01
Source: ASSOCIAÇÃO AMPARO DE FAMILIARES E VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA e outras organizações

SALVE A VERDADE E A JUSTIÇA! O ESTADO NO BANCO DOS RÉUS! CONTRA O GENOCÍDIO DA JUVENTUDE POBRE E NEGRA!

Em maio de 2006, às voltas do “dia das mães”, a polícia militar e grupos paramilitares do estado de São Paulo promoveram um dos maiores massacres da história brasileira contemporânea: em menos de um mês, ao menos 493 vítimas (entre mortos e desaparecidos), em sua grande maioria jovens pobres e negros, foram assassinadas violentamente. A maior parte dos casos com contornos evidentes de execução sumária: tiros pelas costas a curta distância, vestígios de pólvora e estilhaços de bala nas palmas das mãos, etc.

A chacina foi imediatamente nomeada pela grande imprensa comercial de “ataques do PCC [abreviação de Primeiro Comando da Capital, entidade acusada de liderar presos e presas e coordenar ações criminosas]”, ainda que uma série de testemunhos e pesquisas evidencie que a esmagadora maioria das mortes (mais de 400) foi praticada por agentes policiais e grupos de extermínio ligados ao estado e às elites paulistas. A redução do episódio a uma responsabilidade total do chamado PCC, e o pânico social alimentado por essa verdadeira campanha obscurantista, intensificaram o apelo social por ainda mais violência e criminalização dos pobres de forma geral, dando ensejo a uma ilimitada caçada aos moradores dos bairros periféricos da cidade.

Foi nesta ocasião também, ao menos no estado de São Paulo, que se naturalizou o procedimento discriminatório de caracterizar como “suspeito”, a priori, qualquer vítima pobre e negra de ações policiais – uma espécie de paradigma que tem sido exportado para outros estados e regiões do país. Recurso manipulador que veio a complementar o absurdo termo jurídico, utilizado à exaustão por agentes policiais no Brasil, de caracterizar como “auto de resistência” ou “resistência seguida de morte” a causa mortis nas ocorrências e laudos de suas vítimas fatais, na prática isentando os assassinos de qualquer responsabilização pelos seus atos. Não à toa, a quase totalidade dos homicídios cometidos pela polícia durante os “Crimes de Maio” permanece arquivada e sem qualquer investigação criteriosa levada adiante.

Em reação a estes absurdos, um grupo de mães, pais, familiares e amigos das vítimas diretas passou a se mobilizar, em todo Brasil, na luta pela verdade e por justiça. Um desses grupos mais combativos, que passou a se autodenominar “Mães de Maio”, está nesse momento convocando as organizações e indivíduos comprometidos com as causas sociais para uma importante manifestação. Trata-se de um ato de protesto e aprofundamento do diálogo com a sociedade, na ocasião do lançamento nacional do filme “Salve Geral”, de Sérgio Resende. O filme aborda o referido episódio, e inclusive será o próximo indicado brasileiro para a disputa do prêmio Oscar.

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2009-09-18

"Luto como Mãe" será exibido na mostra competitiva do Festival do Rio em 29/09

O documentário Luto como Mãe, do cineasta brasileiro Luís Carlos Nascimento, que teve pré-estréia internacional em 29/06/2009 em Coimbra (Portugal), terá estréia na mostra competitiva do 11o Festrival do Rio, no dia 29/09, às 18h no Cine Odeon (Cinelândia).

O documentário trata de execuções sumárias cometidas por policiais no Rio de Janeiro, a partir de três casos emblemáticos: Chacina de Acari de 1990, Chacina da Baixada e Caso Via Show de 2003.

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2009-09-17
Source: Moradores e várias organizações das favelas da Maré

OUTRA MARÉ É POSSÍVEL: PELA VALORIZAÇÃO DA VIDA E O FIM DA VIOLÊNCIA

No domingo, 20 DE SETEMBRO, haverá um ato organizado por moradores, associações, igrejas e organizações de dentro e de fora da Maré. Em um momento em que se tornou impossível conviver com os constantes conflitos, cabe a nós, os moradores da Maré, declarar nosso luto e clamar pela paz. Não agüentamos mais a violência e queremos exigir o fim dos confrontos armados que nos tiram a liberdade e a vida.

Realizar um ato público na Maré significa deixar claro que, nós moradores, não aceitamos que vidas sejam interrompidas, como em junho deste ano, quando dezenas de pessoas foram assassinadas na comunidade, sem contar os feridos. De lá para cá, o número de vítimas só aumenta. A imprensa não noticia. Os governantes ignoram. Quando fazem algo, apenas repetem a ação repressora que costumam utilizar nos espaços populares, gerando mais violência. Entendemos que as ações do Estado não podem ser as mesmas que vêm ocorrendo historicamente nas favelas. Sendo assim, queremos a partir desse ato criar um movimento que luta por outra segurança pública como direito dos moradores da Maré e de todos os espaços populares.

Se para muitos a vida por aqui vale pouco, para nós, moradores, ela é sagrada e deve ser valorizada, sempre. Em memória de todas as vítimas da violência, nos uniremos para defender a vida e pedir a paz nas 16 comunidades da Maré.


NÃO QUEREMOS NOSSAS ESCOLAS VAZIAS!
NÃO QUEREMOS NOSSAS CASAS INVADIDAS!
NÃO QUEREMOS NOSSA COMUNIDADE ÁS ESCURAS!
QUEREMOS NOSSAS CRIANÇAS BRINCANDO NAS RUAS E NAS ESCOLAS!
QUEREMOS A LIBERDADE DE PODER CHEGAR E SAIR DE CASA A QUALQUER HORA!
NÃO QUEREMOS NENHUM TIPO DE VIOLÊNCIA!
NÃO QUEREMOS MAIS CORPOS NO ASFALTO!
QUEREMOS A VIDA DO POVO DA MARÉ RESPEITADA ANTES DE TUDO!

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